- Coordenador: Laure Emperaire
- Parceiros : CDS/UnB
- Locais : Brasília
- Data: maio ou agosto 2025
A conservação da biodiversidade implica uma série de conceitos e métodos, ou práticas, específicos para cada grupo de atores: populações locais, cientistas, juristas ou gestores. A conservação da biodiversidade é uma questão fundamental no contexto das alterações climáticas e das profundas alterações sofridas pelos vários ecossistemas do planeta. Na Amazônia brasileira, 1.037.000 km² têm estatuto de área protegida, ou seja, cerca de 20% da sua superfície, e 577.000 km² estão sujeitos a planos de utilização. Os territórios reconhecidos dos povos indígenas representam uma superfície sensivelmente da mesma dimensão, 1.156.900 km².
Para além de muitas comunidades tradicionais, mais de 1.000 comunidades afro-descendentes vivem aí. Promover o diálogo multicultural em torno da biodiversidade, ou seja, entre os espaços de vida e os espaços que prestam serviços à escala global, entre o conhecimento local, acumulado e atualizado ao longo de gerações, e o conhecimento científico, está a tornar-se um grande desafio.
Ação 1
Comparar os conceitos e métodos utilizados na conservação da biodiversidade e proporcionar formação sobre os desafios práticos da pesquisa multicultural em dois workshops anuais (ao longo de dois anos).
O público-alvo será constituído por jovens cientistas das ciências do ambiente e por responsáveis pelas políticas públicas. No primeiro ano, o workshop de 5 dias será dirigido por membros dos povos ameríndios (Pira-Tapuia, Baniwa, Guarani, Mebêngôkre) e pesquisadores, principalmente das ciências sociais e humanas.