Atividade 1.5: Desenvolver ferramentas para aumentar a conscientização e prevenir pandemias e a dinâmica de vetores na Amazônia

Ação 1

  • Coordinadores: Julio Benavides (MIVEGEC), Emmanuel Roux (ESPACE-DEV), Vincent Corbel (MIVEGEC)
  • Parceiros : Fiocruz, UnB
  • Lugares : Tabatinga (AM), Oiapoque (AP), Bélem (PA)
  • Datas : octobre – novembre 2025

O objetivo desta atividade é formar jovens brasileiros dos três estados amazônicos alvo nos desafios da abordagem One Health, em ligação com a iniciativa PREZODE. O objetivo é melhorar a vigilância e a gestão integrada das doenças transmitidas por vectores à escala regional, reforçando a cooperação entre vários actores da bacia amazónica em colaboração com operadores franceses (IRD, Pasteur, ANRS-Mie, etc.) em torno dos objectivos de desenvolvimento sustentável e de saúde global.

 

Três oficinas estão previstas como parte desta atividade, em estreita interação com os projetos MOSAIC e INOVEC e com o trabalho do Laboratório Misto Internacional Sentinela (LMI) (IRD – Fiocruz – UnB): 2 oficinas de trocas, utilizando abordagens participativas, com partes interessadas de regiões transfronteiriças nas fronteiras internacionais da Amazónia brasileira (tríplice fronteira Colômbia-Peru-Brasil e fronteira Guiana-Brasil); 1 oficina de feedback, durante a COP30 em Belém.

 

Oficina 1 : Tri-fronteira Colômbia-Peru-Brasil

Oficina 2 : Fronteira Guiana Francesa – Brasil

Oficina 3 : Belém

Lugares

Tabatinga (BR, Amazonas)

Oiapoque (BR, Amapá)

Belém (BR, Pará)

Datas

outubro 2025

novembro 2025

novembro 2025

Tipos de Oficinas

Oficinas participativas com comunidades e partes interessadas locais, estatais e nacionais

Oficinas participativas com comunidades e partes interessadas locais, estatais e nacionais

Oficina de feedback

Duração da oficina

3 ou 4 dias

 

2 à 3 horas

As duas oficinas participativas com as partes interessadas destinam-se a :

  • Ajudar a diagnosticar a situação
    • Recolher a opinião da comunidade sobre as doenças zoonóticas e transmitidas por vectores, as pessoas da comunidade susceptíveis de as notificar às autoridades e a sua perceção dos riscos ambientais associados a estas doenças.
    • Recolher a opinião dos pesquisadores sobre as ligações entre as perturbações humanas e os riscos para a saúde (por exemplo, desflorestação/fogos vs. doenças transmitidas por vectores, inundações vs. leptospirose, secas vs. doenças relacionadas com a água e acesso aos cuidados, contacto com animais selvagens vs. riscos de zoonoses, etc.).
    • Apresentar e discutir protocolos de vigilância entomológica e de doenças zoonóticas por pessoal qualificado (Ministério e Secretarias de Estado da Saúde)
    • Identificar o esquema de vigilância sanitária da comunidade e os seus obstáculos (por exemplo, como notificar um macaco morto, onde o levar, como preservar amostras, o que fazer com os mosquitos recolhidos).
    • Discutir os indicadores ambientais correlacionados com o aumento dos riscos de doença e como comunicar estes indicadores às várias partes interessadas (por exemplo, época do ano para as doenças transmitidas por vectores, intensidade dos incêndios e inundações, aumento do contacto com a vida selvagem durante períodos ou práticas específicas, situação epidemiológica de certas doenças, etc.).

 

  • Contribuir para implementar ou melhorar a vigilância One Health nas comunidades
    • Identificar as principais medidas para reduzir os obstáculos à vigilância One Health nas comunidades (por exemplo, identificação de doenças/animais/períodos prioritários a monitorizar, lista de contactos na cadeia de intervenientes na vigilância);
    • Co-construir um modelo de vigilância comunitária que optimize as orientações dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

 

A oficina de feedback reunirá uma mesa redonda de cerca de dez participantes, incluindo representantes das comunidades locais das zonas transfronteiriças. O seu objetivo será relatar as conclusões dos dois workshops participativos e ouvir os testemunhos das comunidades mais expostas e vulneráveis às alterações e à degradação ambiental que ocorrem na Amazónia.

 

Ação 2

Conectando as partes interessadas nos países amazônicos para gerenciar a crise ligada ao surgimento da doença da vassoura-de-bruxa da mandioca na Guiana Francesa e no Brasil
  • Coordinadores: Pierre Marraccini (Cirad), Ana Euler (Embrapa)
  • Parceiros : IRD, Embrapa
  • Lugares : Bélem (PA)
  • Datas : março 2025

A doença da vassoura-de-bruxa da mandioca (CWBD) foi oficialmente reconhecida como uma importante doença transfronteiriça no Sudeste Asiático desde 2009. Ela foi detectada pela primeira vez na Guiana Francesa por volta de 2021/2022, e artigos da imprensa brasileira relataram sintomas semelhantes aos da CWBD no estado do Amapá em 2023. No lado brasileiro, em 2024, após a confirmação da presença da CWBD, foi declarado estado de emergência no estado do Amapá.

Como a mandioca é uma fonte fundamental de alimento para muitas comunidades locais, essa doença representa uma séria ameaça à sua segurança alimentar e renda econômica, além de ameaçar a diversidade da mandioca cultivada.

Diante da crise comum imposta pela CWBD no Brasil e na Guiana Francesa, é imperativo que os vários grupos de partes interessadas nesses países, inclusive as autoridades e os pesquisadores, unam forças para desenvolver estratégias de pesquisa-ação combinadas para combater efetivamente o surgimento dessa doença na região. Ao desenvolver estratégias comuns em conjunto, eles poderão entender melhor a dinâmica da doença, trocar práticas inovadoras e mobilizar um financiamento mais substancial para a pesquisa.

Como parte dessa atividade, um workshop internacional sobre mandioca será organizado no Brasil, envolvendo pesquisadores, comunidades locais e formuladores de políticas preocupados com o surgimento da CWBD na América do Sul.

Os objetivos do workshop serão

  • Facilitar o intercâmbio entre pesquisadores, formuladores de políticas e doadores sobre os impactos da doença, bem como sobre prevenção, vigilância inclusiva e abordagens de controle;
  • Destacar o papel econômico e alimentar da mandioca na região e a importância de protegê-la contra ameaças à saúde;
  • Refletir sobre uma estratégia de avaliação de risco para o setor do cacau;
  • Fortalecer as parcerias entre os atores brasileiros, surinameses e da Guiana Francesa para otimizar os esforços de pesquisa;
  • Refletir e co-construir estratégias de pesquisa-ação para o setor de mandioca na região.

Compartilhe esta atividade:

Descubra mais sobre FEFACCION

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading